Sob o Sol forte de uma manhã de domingo, mais um dia de tradição em Areia Branca, Belford Roxo, se firmava. Lonas se espalhavam pelo chão e por estruturas de madeira. Sobre elas, distribuíam-se as mais diversas mercadorias, numa forma de organização entre vendedores e frequentadores característica da mais popular feira da região. Compondo o cenário é possível distinguir peças para encanamento, fitas cassetes, aparelhos eletrodomésticos, discos de vinil, porcos, peixes vivos, peixes mortos, cachorros, celulares, objetos antigos, artigos medicinais, brinquedos, frutas, pastel e caldo de cana. “Até mulher se botar aí vende”, brinca Roberto dos Santos, tomando conta da venda do tio, que chamava atenção por conter uma original Lambreta preta. “Eu tenho 41 anos, essa feira deve ter uns 60. Aqui você encontra tudo o que você quiser, pode ter certeza”, garante, oferecendo uma câmera analógica profissional que, segundo ele, fora presente de uma antiga patroa.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
A herdeira do imaginário popular
por Josy Antunes / Fotos: Claudiano Vasconcelos e Josy Antunes
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Construindo ponto a ponto
por Josy Antunes
Noite de quarta-feira no Espaço Cultural Sylvio Monteiro. Enquanto o teatro estava prestes a receber o público para a peça Orirê, dirigida por Gustavo Mello; e, numa das salas do andar superior, candidatas do concurso Miss Baixada se reuniam; o gestor cultural Egeu Laus recepcionava representantes de Pontos e Pontinhos de Cultura da Baixada Fluminense. “Reunião da Teia Baixada? Assine seu nome, bote seu e-mail e vá chegando!”, dizia, apontando para as folhas de presença dispostas sobre uma mesa, logo na entrada da pequena sala. Os mesmos documentos, catalogados numa pasta de papel, confirmam que os encontros são realizados a cada quarta-feira, há dois meses. Com a imagem acima projetada numa das paredes brancas, a reunião foi iniciada. Trajando uma camisa do Coletivo Anti Cinema, Egeu contextualizou os passos já traçados, a fim de informar aqueles que pela primeira vez se inseriam nas discussões.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Poemas voadores
por Josy Antunes
Alerta aos cidadãos iguaçuanos: Durante o fim da tarde de hoje, estejam atentos ao caminhar pelas ruas da cidade, vocês podem se deparar com um poema caindo do céu! A “chuva de poemas” está prevista para 18 horas, 6 horas após 500 balões de gás hélio ganharem liberdade, numa ação intitulada “Palavras do vento” realizada em frente a Prefeitura de Nova Iguaçu. Nela, uma média de 50 poetas da cidade participam com cerca de 80 trechos, amarrados por uma fita em cada um dos balões coloridos.
domingo, 20 de junho de 2010
Ostrower na pista
por Josy Antunes
Concretizou-se na tarde de ontem um processo de criação que há meses absorvia as mentes de 7 grafiteiros do Rio de Janeiro: a releitura da obra da artista plástica Fayga Ostrower. O projeto – oriundo do Núcleo de Referência Duque de Caxias, do SESC Rio - consistia na ocupação dos arcos que compõem a parte externa do número 47 da rua General Argolo, no chamado “Espaço Vivo”, que periodicamente expõe diferentes formas de expressões visuais. Desta vez, a proposta faz parte das homenagens aos 90 anos que Fayga completaria se estivesse viva. E, aderindo ao pensamento da própria de que “a arte é acessível a todos e, como tal, deve ser popularizada”, a arte do grafite foi somada pelas mãos de Airá, Boni, Combone, Davi, Kajaman, Márcio Bunys e Scrau, artistas atuantes e reconhecidos pelos espaços urbanos do Rio de Janeiro.
Concretizou-se na tarde de ontem um processo de criação que há meses absorvia as mentes de 7 grafiteiros do Rio de Janeiro: a releitura da obra da artista plástica Fayga Ostrower. O projeto – oriundo do Núcleo de Referência Duque de Caxias, do SESC Rio - consistia na ocupação dos arcos que compõem a parte externa do número 47 da rua General Argolo, no chamado “Espaço Vivo”, que periodicamente expõe diferentes formas de expressões visuais. Desta vez, a proposta faz parte das homenagens aos 90 anos que Fayga completaria se estivesse viva. E, aderindo ao pensamento da própria de que “a arte é acessível a todos e, como tal, deve ser popularizada”, a arte do grafite foi somada pelas mãos de Airá, Boni, Combone, Davi, Kajaman, Márcio Bunys e Scrau, artistas atuantes e reconhecidos pelos espaços urbanos do Rio de Janeiro.
domingo, 30 de maio de 2010
Cultura de portas abertas
por Josy Antunes
O Espaço Cultural Sylvio Monteiro foi tomado por poesia, arte e diversidade cultural, num evento que distribuiu atrações durante cerca de 6 horas de programação. O III DIMUA – Dia de Múltiplas Atividades – aconteceu ontem, dia 29 de maio, sob a coordenação de Wilson Pontes, responsável pelo departamento de Diversidade Cultural do Conselho Municipal de Cultura, que reuniu 7 das 22 instituições parceiras na comemoração. Dentre elas, Wilson orgulha-se em contar sobre a Escolinha Sonho de Criança: a primeira escola do Brasil a integrar no calendário festivo as homenagens ao povo cigano, no dia 24 de maio, dia da padroeira Santa Sara Kali. “Nós filmamos, documentamos, vamos mandar para o Ministério de Educação e Ministério de Cultura, pra que a partir do ano que vem as escolas também se sensibilizem no cumprimento da lei, que já está institucionalizada, de fazer a festividade de cigano. As crianças não se pintam de coelhinho na páscoa? Então também tem que saber existe o dia do cigano”, explica Wilson, também representante da Fundação Santa Sara na Baixada Fluminense.
sábado, 29 de maio de 2010
Celebrando a diversidade
por Josy Antunes e Rodrigo Caetano
“Uma ótima oportunidade para conhecer o que está sendo feito nos quintais e galinheiros do país”, anunciou Matheus Topine, realizador do Cine Goteira, sobre o 1º Ciclo de Cinema Boçal Contemporâneo, que aconteceu no último final de semana, dias 22 e 23 de maio, no Centro Cultural Donana, em Belford Roxo. Ao contrário da maior parte dos cineclubes, o Goteira preza a exibição dos chamados “filmes trashs”: aqueles que você não pagaria para ver num cinema e nem aguardaria ansiosamente sua exibição. “Filmes foram feitos para serem vistos, sejam eles quais forem”, alega Topine, estudante de História e Produção Cultural.
sábado, 22 de maio de 2010
Cinema brasileiro e biscoito de limão
por Josy Antunes
Você está na Central do Brasil. É uma sexta-feira, o relógio marca 13:00 e você tem R$6 na carteira. Você é um universitário com uma mochila pesada nas costas e se pergunta onde investir seu dinheiro sob as seguintes condições: não é permitido voltar para casa e, ainda assim, sua barriga resmunga pedindo pelo almoço. Então aí você se lembra de uma tal mostra de filmes nacionais oferecida pelo Centro Cultural Banco do Brasil que alguém havia comentado dias antes. Você caminha pela Av. Presidente Vargas em direção a Rua da Alfândega, já pensando naquela tal “Toca dos biscoitos”, uma lojinha que parece uma imitação descarada da conhecida “Casa dos biscoitos”, encontrada em quase toda esquina de Nova Iguaçu. E é lá que você investirá seu primeiro real: um pacote de tortinhas de limão, que te acompanharão no decorrer do dia.
Você está na Central do Brasil. É uma sexta-feira, o relógio marca 13:00 e você tem R$6 na carteira. Você é um universitário com uma mochila pesada nas costas e se pergunta onde investir seu dinheiro sob as seguintes condições: não é permitido voltar para casa e, ainda assim, sua barriga resmunga pedindo pelo almoço. Então aí você se lembra de uma tal mostra de filmes nacionais oferecida pelo Centro Cultural Banco do Brasil que alguém havia comentado dias antes. Você caminha pela Av. Presidente Vargas em direção a Rua da Alfândega, já pensando naquela tal “Toca dos biscoitos”, uma lojinha que parece uma imitação descarada da conhecida “Casa dos biscoitos”, encontrada em quase toda esquina de Nova Iguaçu. E é lá que você investirá seu primeiro real: um pacote de tortinhas de limão, que te acompanharão no decorrer do dia.
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